MP pede nova avaliação de gameleira enquanto Comurg se prepara para remoção, em Goiânia
Árvore de cerca de 10 metros fica no Setor Campinas e teve retirada autorizada pela Amma em 2024; Comurg vai contratar dois guindastes
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O Ministério Público de Goiás (MPGO) solicitou uma nova avaliação técnica da gameleira de cerca de 10 metros que ocupa a calçada e avança sobre uma residência no Setor Campinas, em Goiânia. O pedido foi encaminhado à Coordenação de Apoio Técnico Pericial (Catep), do próprio Ministério Público, após a análise de um parecer da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) que apontou boas condições fitossanitárias da árvore.
A nova vistoria ocorre enquanto a Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) se prepara para realizar a remoção da árvore. A companhia já autorizou a contratação de dois guindastes de grande porte para executar a operação, que foi estimada em seis dias de trabalho.
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Segundo o MPGO, a solicitação de uma nova análise ocorreu justamente porque o parecer técnico mais recente da Amma atestou as boas condições de saúde da árvore. O documento foi recebido pela Promotoria em 31 de agosto.
A Promotoria esclareceu, porém, que o despacho que determinou a nova avaliação não representa uma ordem para que a Comurg paralise os trabalhos.
De acordo com o órgão, a vistoria e o laudo da Catep terão como objetivo fornecer elementos técnicos para a atuação do Ministério Público, seja judicialmente ou por outras medidas, em relação ao pedido de retirada da árvore.

Relembre o caso
A gameleira, da espécie Ficus elastica, está localizada na Rua José Hermano, no Setor Campinas. A árvore ocupa praticamente toda a calçada e tem parte da copa projetada sobre o imóvel.
A retirada foi autorizada pela Amma em agosto de 2024, após uma vistoria da Gerência de Arborização Urbana identificar problemas na estrutura da residência. Segundo o parecer elaborado na época, o sistema de raízes da árvore provocou danos na construção, com registro de parede deslocada, raízes entrando por rachaduras e pelo teto e avanço da estrutura em direção à rua.
O mesmo documento apontava que a árvore apresentava boas condições gerais, mas que as características do local e os danos provocados à construção justificavam a autorização para o corte.
A retirada, entretanto, não ocorreu imediatamente. O caso chegou ao Ministério Público depois que o morador procurou a instituição para relatar os problemas causados pela árvore. Em julho de 2025, o MP encaminhou ofício à Comurg solicitando providências e informações sobre a situação.

Operação com dois guindastes
A dimensão da árvore e a proximidade com a residência tornam a remoção uma operação complexa. Conforme informado anteriormente pela Comurg, serão necessários dois guindastes telescópicos, com alcance mínimo de 35 metros e capacidade mínima de 25 toneladas cada, além de cestos aéreos reforçados.
A companhia estimou que o serviço deverá durar seis dias, com os dois equipamentos trabalhando simultaneamente. O custo da locação dos guindastes foi calculado em R$ 39,6 mil, considerando diárias de R$ 3,3 mil por equipamento.