Terça-feira, 18 de Agosto de 2026
EDUCAÇÃO

Seis escolas municipais de Goiânia testam modelo que une Educação Infantil e Fundamental

Projeto será testado por dois anos e poderá ser ampliado para outras unidades após avaliação dos resultados

Por - Goiânia,GO
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Seis escolas da rede municipal de ensino de Goiânia vão testar, entre 2026 e 2027, um novo modelo de organização escolar que aproxima a Educação Infantil dos primeiros anos do Ensino Fundamental. A experiência, chamada de Escolas de Educação das Infâncias, foi autorizada pelo Conselho Municipal de Educação (CME) e será acompanhada pela Secretaria Municipal de Educação (SME) durante os dois anos.

“Na prática, as EMEIs trabalham com currículos integrados e uma abordagem interdisciplinar, com atenção à oralidade, leitura, escrita e alfabetização. As crianças também vivenciam experiências de inglês, artes, educação física e cultura maker. A proposta contempla ainda laboratórios específicos, acompanhamento sistemático da alfabetização, período semanal destinado à Organização do Trabalho Pedagógico dos professores e bidocência”, explica a pasta, em nota.

Entre as escolas participantes estão Escola Municipal em Tempo Integral Professora Lousinha, Escola Municipal Maria Odete Augusta de Brito, Escola Municipal Manoel José de Oliveira, Escola Municipal Padre Zezinho, Escola Municipal Rainha da Paz e Escola Municipal Água Branca.

O modelo também prevê que o ensino considere as diferentes fases da infância. Por isso, além dos conteúdos escolares, as atividades devem valorizar as brincadeiras, a convivência e a participação das crianças no processo de aprendizagem.

Para isso, as unidades participantes devem reorganizar os espaços e as atividades. Entre as estratégias previstas estão os microcontextos investigativos, que são ambientes organizados para estimular a curiosidade e a exploração, e as Salas Contexto, espaços pensados para desenvolver atividades de aprendizagem de forma mais integrada e adequada às necessidades das crianças.

Durante os anos letivos de 2026 e 2027, a Secretaria Municipal de Educação vai monitorar o funcionamento das unidades e avaliar os resultados alcançados.

Ensino em tempo integral

O Conselho Municipal de Educação também estabeleceu que a Secretaria garanta às escolas participantes as condições necessárias para a implantação do projeto. Isso inclui estrutura adequada, profissionais em quantidade suficiente e períodos destinados ao planejamento e a formação dos trabalhadores. De acordo com a pasta, “foram planejadas intervenções como pintura, pequenas reformas, reorganização e ambientação das salas e demais espaços, jardinagem e parques infantis. As prioridades são definidas pelas unidades a partir dos recursos financeiros recebidos em 2026”.

Outro ponto previsto na resolução é a elaboração de um estudo sobre a possibilidade de ampliar, de forma gradual, o ensino em tempo integral nas unidades que participam da experiência. A Secretaria também terá de apresentar os critérios utilizados para escolher as seis escolas e informar quais regiões de Goiânia são atendidas por elas.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) afirmou que o novo modelo já está em funcionamento em 2026 e atende cerca de 1.780 crianças em seis escolas da capital. Segundo a pasta, as unidades adotam currículo integrado entre a Educação Infantil e os primeiros anos do Ensino Fundamental, com atividades interdisciplinares, acompanhamento da alfabetização e ambientes pensados para estimular a investigação e a autonomia das crianças.

“O princípio é compreender a infância de forma mais ampla, respeitando seus tempos, ritmos e formas de aprender, sem a fragmentação entre as diferentes etapas da escolarização. Não há alteração da carga horária prevista. As unidades seguem as normas da Rede para atendimento parcial ou integral, e as turmas permanecem organizadas por idade na Educação Infantil e por ano no Ensino Fundamental”, destaca a SME.

Ainda de acordo com a educação municipal, para fortalecer esse processo, foi criado um colegiado que reúne gestores das EMEIs e profissionais da Gerência de Educação Infantil, das Coordenadorias Regionais de Educação e da Superintendência Pedagógica. Com encontros mensais, o grupo analisa o andamento das ações, promove a troca de práticas entre as unidades e contribui para o aprimoramento das estratégias pedagógicas. A iniciativa inclui ainda instrumentos de diagnóstico e processos de avaliação institucional, que permitirão identificar avanços, desafios e necessidades ao longo da implementação.

Com os dados, o Conselho vai decidir se a proposta será ampliada para outras escolas da rede.

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