Operação do MP-GO contra fraudes em licitação ocorreu em 14 municípios e 4 secretários foram afastados
Operação do Ministério Público tem como principal investigado um grupo empresarial que fornece estruturas modulares para escolas públicas
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Em entrevista coletiva que aconteceu na tarde desta terça-feira (11), promotores do Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (Gaepp) do Ministério Público de Goiás informaram que a operação deflagrada horas antes visa combater um esquema de fraudes em licitações em alta escala.
Ao todo, o MP-GO cumpriu 44 mandados de busca e apreensão, três de prisão e quatro de afastamento de secretários municipais envolvidos na gestão de contratos com o grupo empresarial que está sob investigação.
- Operação investiga fraudes em licitações que causaram prejuízo de R$ 14 milhões em Goiás
A operação ocorreu de forma simultânea em 14 municípios do Estado: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Rio Verde, Itumbiara, Itaberaí, Goianira, Inhumas, Goianésia, Abadia de Goiás, Rio Quente, Uruaçu, Luziânia e Alexânia. Houve também ações em Ribeirão Preto (SP) e São Paulo (SP), em parceria com Ministério Público de São Paulo (MPSP) e da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP).

O Gaepp informou que o dano ao patrimônio público pode passar de R$ 14 milhões nos últimos cinco anos, e que a mensuração será feita de forma mais precisa a partir da análise dos documentos que foram apreendidos.
Os mandados de afastamento de servidor público foram cumpridos em desfavor de quatros secretários municipais das prefeituras de itumbiara, Abadia de Goiás, Goianésia e Itaberaí.
O grupo empresarial sob investigação tem sede em Goiás e, por intermédio de diversas empresas, teria fraudado a fase interna de procedimentos licitatórios. O objeto dessas licitações era o fornecimento, montagem e instalação de ambientes modulares, destinados prioritariamente a escolas municipais e redes de assistência social.
O MP-GO apurou que a empresa beneficiária do esquema recebeu, em valores liquidados entre os anos de 2015 e 2025, mais de R$ 88,3 milhões dos cofres públicos estaduais e municipais. São alvos da investigação os integrantes do núcleo empresarial do esquema, além de gestores e servidores públicos de diversos municípios do Estado de Goiás que teriam facilitado ou concorrido para a contratação direcionada da empresa investigada, com possível fraude ou frustração ao caráter concorrencial de procedimentos licitatórios.