Thiago Henrique é novamente condenado e já acumula 269 anos de prisão
Em novo julgamento realizado hoje, vigilante foi condenado por homicídio qualificado. Contra ele, ainda tramitam outros 25 processos
Ir direto pra matériaO vigilante Tiago Henrique Gomes da Rocha foi condenado, nesta quinta-feira (9), pelo 1º Tribunal do Júri de Goiânia a 25 anos e 6 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, pelo assassinado de Janaína Nicácio de Souza. O crime ocorreu por volta das 21h40 do dia 8 de maio de 2014, no interior do estabelecimento comercial na Avenida C-1, no Jardim América.
Thiago foi denuncido por homicídio, com as qualificadoras de motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. Somadas, as penas impostas ao vigilante chegam a 269 anos de prisão. Ele já foi condenado em 11 processos de homicídio, 1 por dois roubos a mesma agência lotérica e 1 por porte ilegal de arma. Contra ele tramitam no Poder Judiciário de Goiás outros 22 processos já com decisão de pronúncia – quando o réu é mandado a júri popular –, 2 em fase de inquérito, 1 em que há denúncia e 1 arquivado.
Ao contrário de outros julgamentos, Thiago compareceu na sessão do 1º Tribunal do Júri realizada nesta manhã, mesmo tendo pedido dispensa na véspera. Ele permaneceu calado.
Na sentença, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva explicou que foram rejeitadas as teses de inimputabilidade e de semi-imputabilidade e reconheceu a presença das duas qualificadoras. Eduardo ainda considerou também a personalidade de Thiago, que foi apontada por exame de insanidade mental com a presença de falhas na estruturação do caráter, personalidade antissocial, frieza emocional e tendência a manipulação.
O magistrado também levou em consideração que as consequências do crime são gravíssimas, já que a vítima deixou dois filhos órfãos e provocou grande sensação de vulnerabilidade e insegurança na sociedade goiana, que conviveu, por vários meses, com a figura de um motoqueiro que cometia homicídios pela cidade. (Com informações do Centro de Comunicação Social do TJ-GO)