Após Kátia Abreu defender ‘menos Janja’ na campanha de Lula, primeira-dama reage
Primeira-dama afirmou que não pretende reduzir participação na campanha e que presença nos palanques tem respaldo do presidente
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A primeira-dama Janja da Silva enviou uma mensagem à ex-senadora Kátia Abreu (PT) depois que a coordenadora da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tocantins defendeu uma redução da participação de Janja nos atos eleitorais. A informação foi publicada nesta quarta-feira (7) pela coluna de Bela Megale, de O Globo.
Kátia havia defendido, durante reunião da cúpula petista em Brasília, uma estratégia de “menos Janja e mais Alckmin” para o segundo turno. A declaração fazia referência à avaliação da ex-senadora de que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) deveria ganhar mais espaço na campanha de Lula.
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Após a repercussão, Janja procurou Kátia por mensagem. Segundo a apuração atribuída à coluna, a primeira-dama indicou que não pretende se afastar ou diminuir sua presença na campanha e que sua participação tem o respaldo do próprio Lula.
Procurada sobre o episódio, a assessoria de Janja também afirmou que a primeira-dama continuará participando da campanha. Em nota, declarou que sua presença é legítima e respaldada pelo presidente e que o objetivo dos integrantes da campanha é a reeleição de Lula.
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Kátia Abreu, por sua vez, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à GloboNews, que não tem uma questão pessoal contra Janja. Segundo a ex-senadora, sua avaliação é eleitoral: ela considera que Alckmin deveria ocupar uma posição de maior destaque, inclusive por sua capacidade de diálogo com outros setores da sociedade.
Críticas na campanha
A discussão sobre a presença de Janja ocorreu durante uma reunião realizada na terça-feira (6) para avaliar o desempenho da campanha de Lula no primeiro turno e discutir mudanças para a etapa final da eleição.
Kátia fez críticas à condução da campanha e à estratégia de comunicação. Ao defender maior participação do vice-presidente, recebeu aplausos dos presentes ao lançar a ideia de “menos Janja e mais Alckmin”.
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A atuação da primeira-dama também foi questionada por outros integrantes da campanha. Entre os pontos levantados internamente esteve a participação de Janja em eventos eleitorais, enquanto dirigentes defenderam maior exposição de Alckmin e uma estratégia capaz de ampliar o diálogo com eleitores de centro.
Além da discussão sobre Janja, a campanha de Lula prepara mudanças para o segundo turno, entre elas a busca por apoio de lideranças regionais de partidos do centro e maior participação de Alckmin nas articulações políticas.