Quinta-feira, 24 de Setembro de 2026
ENTREVISTA

Sabatina Mais Goiás: Mendanha projeta ‘resgate do Brasil’, rebate ligação com AparecidaPrev e defende ‘senado dos vereadores’

"Grande base de apoio que nós temos, de fato, são vereadores"

Por - Goiânia, GO
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Sabatina Mais Goiás: Mendanha projeta 'resgate do Brasil', rebate ligação com AparecidaPrev e defende 'senado dos vereadores'

Durante a Sabatina Mais Goiás 2026 com os candidatos ao Senado, nesta quinta-feira (24), o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), disse que será o senador dos vereadores. Ele ainda comentou sobre sua entrada tardia na disputa, o caso Master e o AparecidaPrev, e as múltiplas candidaturas da base governista.

Em sua fala, Mendanha afirmou que, apesar da demora em oficializar seu nome, já incomoda quem está lá na frente. “Se for pegar as pesquisas, em todas estamos todos embolados. E as pesquisas internas já me colocam em uma posição muito mais vantajosa do que algumas que têm sido publicadas”, declarou. Ele lembrou que, na disputa ao governo de Goiás, em 2022, seu resultado foi quase 10% melhor que o revelado nos últimos levantamentos.

“O meu otimismo com relação a tudo que eu tenho visto nas ruas, e é importante para todos que estão assistindo, eu tenho dito que vou ser o senador do Entorno, eu tenho dito que vou ser um senador municipalista, mas eu serei o senador dos vereadores, por ter sido vereador”, disse.

Segundo o candidato, em 2022, a principal base de apoio dele era formada por vereadores e ex-prefeitos. “Até porque, quem está no governo, geralmente tem as relações, e a gente tem que respeitar isso.” Ele argumentou que, por entrar por último, não conseguiu construir grandes alianças com prefeitos, “embora tenha apoio de prefeitos extraordinários, como Diego Sorgatto, Carlinhos do Mangão, Sandro Mabel e Leandro Vilela e outros que estão nos auxiliando”.

Ele enumerou: “Mas a grande base de apoio que nós temos, de fato, são vereadores, presidentes de Câmara, ex-vereadores, líderes comunitários, pastores, padres, líderes do setor rural.” Desta forma, ele enfatiza que os vereadores aliados estão em todo o Estado trabalhando pela campanha dele ao Senado.

Caso Master

Ao abordar o caso Master, o ex-prefeito afirmou que todos que tiverem “culpa no cartório precisam estar debaixo da mesma Constituição que eu e você. Alguém que comete crime tem que ser punido”. Ele citou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes como alguém que aparece nos noticiários diariamente envolvido em casos suspeitos e que deve ser o primeiro, mas não o único magistrado da Corte a responder.

“Claro, eu acho que ele tem que ter o direito de defesa, pois eu sou alguém que advoga para as pessoas terem essa condição, mas estão muito claros todos os indicativos e ele não tem mais nem a capacidade moral de estar no Supremo Tribunal Federal. Mas ele é o primeiro. Acredito que muitos outros deverão passar por esse mesmo crivo e quem estiver devendo deverá ser impeachmado.”

Quanto à classe política, ele reforçou que todo aquele que estiver envolvido e ficar comprovada a corrupção deve responder. “Se for alguém com mandato, que seja cassado. No caso de ministro, acredito que, a partir do próximo ano, com dois terços do Senado renovado, vamos ver, de fato, esse enfrentamento.”

Sobre este tema, ele também falou sobre os investimentos do Instituto de Previdência dos Servidores de Aparecida (AparecidaPrev) no Banco Master. Em sua resposta, o ex-gestor enfatizou que não estava mais à frente do município e que a situação precisa ser investigada.

“Tem que investigar e aqueles que estiverem envolvidos têm que pagar. É bom lembrar que eu não estava na prefeitura e não passou por mim. Eu, quando fui prefeito, nós só investimos, de fato, em bancos oficiais, e é lamentável. Quem sofre com isso é o servidor público municipal de Aparecida de Goiânia. E, caso fique comprovado realmente qualquer tipo de indício de corrupção, aqueles que estiverem envolvidos terão que pagar perante a justiça”, declarou.

Ao ser confrontado sobre este ser um ato de seu grupo político, Mendanha enfatizou que responde apenas pelo que ele faz. “Primeiro que esse grupo foi o grupo que me traiu. O grupo que me deixou. Então, é um grupo que está muito distante de mim. Aliás, uma das coisas que começamos a afastar foi exatamente os tipos de prática, de não cuidar bem da cidade de Aparecida de Goiânia”, afirmou.

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(Foto: Jucimar de Sousa)

Por que disputar o Senado?

Mendanha justificou sua decisão de disputar o Senado. Segundo ele, após avaliar o cenário o país, ele sentiu que precisava “resgatar o Brasil de tudo que temos vivido. […] É só notícia ruim, é só corrupção, é o Banco Master, é o STF, então me senti na obrigação de ajudar o Brasil”.

Ainda segundo ele, ao votar em um senador, a pessoa tem dois motivos: primeiro, pelo brasil, e segundo, por Goiás. “Conheço como poucos os problemas e desafios que nós temos que enfrentar para melhorar o Estado de Goiás. Um Estado que avançou muito, temos que reconhecer tudo que foi feito pelo ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o que o governador Daniel Vilela (MDB) tem feito, mas precisamos de senadores que conheçam e saibam a necessidade e a dor das pessoas. […] Estou pronto para enfrentar as cobras que temos em Brasília.”

Ele ainda ressaltou que não pensou em disputar a Assembleia Legislativa ou a Câmara. O candidato lembra que, desde o início, almejava uma candidatura majoritária (vice ou Senado). “Se tem uma condição favorável de vento, estou confiante. Se está contra, continuo confiante. […] Eu sempre disse: eu vou candidatar e disputar uma eleição majoritária.”

O ex-prefeito também deu sua opinião sobre as múltiplas candidaturas na base governista da qual faz parte. Para ele, o eleitor vai buscar os candidatos que mais estejam próximos do que eles querem de atuação no senado federal. “A base lançou esses quatro nomes para tentar buscar essa representação e atrair votos, não só para os senadores, mas também para a candidatura do nosso governador Daniel Vilela.”

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Cronograma das Sabatinas

As entrevistas serão realizadas em dois horários diários, às 10h e às 15h:

  • 22 de setembro (terça-feira): Cíntia Dias (10h) e Vanderlan Cardoso (15h)
  • 23 de setembro (quarta-feira): Zacharias Calil (10h) e Gracinha Caiado (15h)
  • 24 de setembro (quinta-feira): Gustavo Gayer (10h) e Gustavo Mendanha (15h)

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