Julgamento do caso Daiane Alves caminha para o fim, em Caldas Novas; veja o que vem agora
Homem que confessou ter matado Daiane que indicou onde havia escondido o corpo da vítima permaneceu em silêncio na audiência de instrução
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O silêncio de Cléber Rosa de Oliveira marcou a última audiência da fase de instrução do processo que apura o desaparecimento e morte da corretora Daiane Alves Sousa em Caldas Novas em dezembro de 2025. Preso após confessar o crime e indicar onde havia escondido o corpo da vítima, o réu foi interrogado pela Justiça nesta quinta-feira (27), mas decidiu exercer o direito de permanecer calado. Com o fim da audiência, a juíza encerrou a instrução e o processo avança agora para a fase de alegações finais.
A audiência foi realizada por videoconferência e contou com a participação do promotor de Justiça Sávio Fraga e Greco, do defensor do acusado, Nestor Nérton Fernandes Távora Neto, e de quatro advogados que atuam como assistentes de acusação, representando os interesses da família de Daiane.
Antes do interrogatório, foram ouvidas duas testemunhas indicadas pela defesa. Na sequência, Cléber conversou reservadamente com o advogado e, diante da juíza Vaneska da Silva Baruki, optou por permanecer em silêncio.
Durante a sessão, a defesa também pediu prazo para apresentar aos autos o regimento interno do condomínio. O pedido foi aceito pela magistrada e não houve oposição do Ministério Público nem dos assistentes de acusação.
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Alegações finais
Com o encerramento da instrução, as partes deverão apresentar por escrito suas conclusões sobre as provas produzidas no processo. A medida foi adotada pela magistrada com base no artigo 403 do Código de Processo Penal, considerando a complexidade do caso e a necessidade de uma análise mais detalhada do conjunto probatório.
O Ministério Público terá cinco dias para apresentar os memoriais. Depois, o mesmo prazo será concedido à assistência de acusação e, por último, à defesa de Cléber.
O réu está preso desde 28 de janeiro e responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os crimes estão previstos no artigo 121, parágrafo 2º, incisos I, III e IV, e no artigo 211 do Código Penal.

O desaparecimento
Daiane desapareceu em 17 de dezembro de 2025, após ser vista pela última vez entrando no subsolo do condomínio onde morava, em Caldas Novas. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a corretora tenha sido morta dentro do próprio prédio, onde Cléber era síndico. O corpo foi encontrado posteriormente em uma região de mata do município.
As imagens do sistema de segurança do condomínio tiveram papel central na investigação. Os registros mostram Daiane entrando no elevador e seguindo até o subsolo, sem que haja, a partir daquele momento, imagens que indiquem que ela tenha deixado o local. Segundo a Polícia Civil, as câmeras teriam sido manipuladas para ocultar a ação.
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