‘Foi um alívio’: bombeiro conta como salvou criança engasgada de madrugada em Goiânia
Família procurou o bombeiro durante a madrugada após criança se engasgar; ele relatou ao Mais Goiás como fez o atendimento
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O bombeiro Diogo Araújo foi procurado durante a madrugada por uma família que precisava de ajuda para uma criança que havia se engasgado com um pedaço de plástico. O caso aconteceu em Goiânia por volta das 0h10, quando os familiares chegaram à casa dele e bateram no portão em busca de socorro.
Em entrevista ao Mais Goiás, Diogo contou que estava em casa com a esposa e a filha de 8 anos, que percebeu a movimentação do lado de fora e o chamou. Ao atender a família, ele pegou a criança no colo e avaliou a situação. A menina ainda chorava, indicando que havia passagem de ar, apesar da obstrução.
“Ela está chorando, se ela está chorando é um bom sinal. Ainda tem ventilação, ainda tem respiração. Se ela está chorando é porque não está totalmente obstruído”, explicou.
A iluminação da garagem dificultou a avaliação inicial. Por isso, Diogo levou a criança para um local mais iluminado e conseguiu identificar o objeto preso na garganta. Ele chegou a pedir uma pinça à esposa para ajudar na retirada, mas acabou conseguindo remover o plástico com o próprio dedo.
Objeto aparecia conforme a criança respirava
A retirada exigiu que os familiares ajudassem a manter a criança imóvel. Enquanto o pai segurava os braços, a esposa de Diogo segurava as pernas. O bombeiro observava a garganta porque o plástico aparecia e desaparecia conforme a respiração.
Durante um momento de choro, o objeto ficou visível. Diogo conseguiu alcançá-lo e puxá-lo para fora.
A mudança foi imediata. A criança parou de chorar e ficou mais tranquila depois que o plástico foi retirado.
“Na hora saiu. E imediatamente a criança já até mudou o semblante. Ela já melhorou a fisionomia, parou de chorar e ficou calma”, relatou ao Mais Goiás.
Após o atendimento, a mãe recebeu a filha de volta e agradeceu. A família deixou a casa logo depois. Diogo afirma que não conhecia os pais, mas acredita que eles soubessem que ele era bombeiro por já tê-lo visto entrando e saindo de casa fardado.
Segundo o militar, os familiares provavelmente não precisaram procurar atendimento médico após o episódio. Ele ressalta, porém, que a situação exigia rapidez porque o plástico poderia ter avançado pela garganta.
Atendimento semelhante aconteceu em 2022
O episódio mais recente não foi a primeira vez que Diogo recebeu um pedido de socorro semelhante. Em 2022, outra família chegou à casa dele durante a madrugada com um bebê que havia se engasgado com medicamento.
Naquele caso, o quadro era mais grave. A criança estava cianótica e molinha, enquanto o pai já havia tentado realizar a tapotagem, sem conseguir desobstruir as vias aéreas.
Diogo fez a manobra e observou a boca do bebê. Após uma segunda tentativa, a criança tossiu e ele percebeu que havia líquido na boca. Depois de retirar a secreção, constatou que a respiração havia voltado ao normal.
Dessa vez, a família permaneceu na casa depois do atendimento. Diogo orientou a mãe sobre como agir caso o bebê voltasse a se engasgar e os dois trocaram telefone.
As duas situações terminaram com as crianças respirando novamente, mas ocorreram de maneiras diferentes. Para o bombeiro, o sentimento ao perceber que os bebês estavam bem foi semelhante nos dois casos.
“A sensação de alívio foi a mesma. Foi uma sensação de alívio tremenda para a gente, para a família que estava ali”, afirmou ao Mais Goiás.
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