Morador de rua espancado no setor Coimbra recebe alta e ganha lugar para dormir
Empresário do setor Coimbra cedeu o estacionamento do qual é dono para que seu Manoel, morador de rua espancado, tenha onde dormir todas as noites
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O morador de rua que foi espancado no setor Coimbra na manhã de domingo (23) recebeu alta do hospital para onde o levaram e foi recebido com carinho por moradores do bairro nesta segunda-feira (24). Um empresário da região cedeu o estacionamento do qual é dono para que seu Manoel tenha onde dormir todas as noites.
“Ele é um querido por todos”, diz uma das moradoras do Coimbra ao Mais Goiás.
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Manoel também foi convencido a fazer um boletim de ocorrência na delegacia, o que ele não quis fazer no momento em que foi agredido.
“Todo mundo o conhece. Ele fica na porta de uma padaria famosa aqui e sempre quietinho, na dele, catando umas reciclagens”, disse ao Mais Goiás outra moradora do bairro.
A agressão
Uma testemunha conta que estava em casa quando ouviu gritos na rua. Ao verificar o que acontecia, a mãe dela viu um homem chutando Manoel e começou a pedir que ele parasse. Com o barulho da gritaria, a moradora e o irmão também foram até a porta. Eles pegaram vassouras e permaneceram próximos à entrada da casa para tentar intimidar o agressor e mantê-lo afastado da vítima. Um vizinho também tentou intervir e, segundo o relato, o suspeito chegou a avançar contra ele.
Suspeito pegou pertences da vítima
Durante a confusão, o homem pegou as sacolas que pertenciam a Manoel. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele puxa os objetos e tenta deixar o local carregando os pertences. Segundo a testemunha, o suspeito abandonou parte das sacolas e voltou até Manoel. Entre os objetos estavam roupas, cobertores e doações recebidas pela vítima. Um dos cobertores, conforme os moradores, teria sido levado pelo agressor.
Posteriormente, o homem voltou a fazer orações e a gritar. Ele também teria usado o celular para filmar os moradores e acusado o irmão da testemunha de ser “cúmplice”, além de dizer que ele teria mandado matar Manoel. Ainda conforme o relato, o suspeito afirmava que as agressões eram um “recado do demônio” e tentava colocar a mão sobre a cabeça de Manoel.
A situação teria durado aproximadamente 30 minutos. Os moradores permaneceram próximos para impedir novas agressões até que o homem deixou o local caminhando.
Vítima não quis prestar queixa
Os moradores contam que socorreram Manoel, que estava sujo de sangue, e acionaram a polícia durante a ocorrência. De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, ele foi atendido por policiais militares, mas optou por não representar criminalmente contra o homem que o agrediu.
A testemunha afirmou que o comportamento do suspeito dava a impressão de que ele estava sob efeito de alguma substância. Segundo ela, o homem apresentava as pupilas dilatadas e falava frases desconexas durante o crime. Apesar disso, a moradora disse que ele não aparentava estar em situação de rua e usava roupas limpas e em bom estado.
“Ele tava bem vestido, tava muito limpo, tava com uma bermuda branca, assim, impecável, limpinha, com chinelo novo, boné”, relatou. Ainda segundo a testemunha, o homem também usava uma tornozeleira eletrônica.
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