Polícia investiga se suspeito de matar radialista em Goiás recebeu ajuda para fugir
Ao Mais Goiás, o delegado responsável pelo caso afirmou que o suspeito agiu por ciúmes
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A Polícia Civil de Goiás investiga se o suspeito de matar o radialista Célio Pereira, de 66 anos, recebeu ajuda para fugir após o crime ocorrido na madrugada de sábado (1º), em uma chácara de Cromínia, no sul de Goiás. Segundo o delegado responsável pelo caso, Leylton Barros, o homem chegou e deixou o local da ocorrência sozinho, mas a possível participação de terceiros na fuga ainda é apurada.
Célio foi morto com golpes de faca após tentar defender a namorada de uma agressão do ex-companheiro dela. O suspeito fugiu após o ataque e segue sendo procurado. De acordo com o delegado, o casal havia encerrado um relacionamento de alguns meses e, após a mulher iniciar uma nova relação com o radialista, o suspeito teria cometido o crime motivado por ciúmes.
Em entrevista ao Mais Goiás, a filha do radialista, Geanine, afirmou que a família busca respostas sobre o crime e cobra a identificação de todas as pessoas envolvidas. Segundo ela, Célio estava namorando há cerca de quatro meses. O casal estava na chácara da mulher quando ocorreu o ataque. A filha relatou que o pai morava em Pontalina e costumava ir até a propriedade apenas aos fins de semana.
A mulher que também foi atingida pelos golpes de faca permanece internada em estado grave.

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De acordo com Geanine, parte das imagens do sistema de segurança da chácara não registra o período em que o crime teria ocorrido. Ela acredita que os arquivos tenham sido apagados por alguém que também tinha acesso ao equipamento.
“O DVR está sendo analisado e será encaminhado para a perícia para verificarmos o que conseguimos extrair de imagens. Mas isso não é tão relevante, uma vez que a autoria e a materialidade do crime já estão bem definidas. Ou seja, as imagens complementarão a investigação, mas não serão preponderantes para finalizá-la”, afirmou.
Conforme o delegado Leylton Barros, a mulher possuía uma medida protetiva contra o suspeito, que chegou a ser preso preventivamente em janeiro deste ano após descumprir a determinação judicial.
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Quem era Célio Pereira
Além da atuação como radialista, Célio Pereira também trabalhou por mais de 30 anos com transporte de encomendas entre Goiânia, Pontalina e cidades da região. Segundo a filha Geanine, ele mantinha uma rotina intensa de trabalho e acordava diariamente por volta das 3h30 para realizar as entregas. “A gente tinha medo de que acontecesse alguma coisa com ele na estrada, nunca imaginou que seria assim”, afirmou.

Aos 66 anos, Célio já era aposentado, mas continuava atuando como locutor por paixão. Para a filha, o rádio era uma das maiores realizações do pai. “Ele não precisava mais trabalhar como radialista, mas era o que mais o orgulhava. A paixão dele era pegar um microfone”, disse.
Célio era pai de cinco filhas, avô de nove netos e aguardava o nascimento do primeiro bisneto. Segundo Geanine, ele era uma pessoa saudável, muito ligada à família e à fé católica. O radialista frequentava semanalmente a missa de São Expedito, no Jardim América, em Goiânia.
O radialista foi sepultado na noite de domingo (2), em Pontalina, onde morava.
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