Terça-feira, 01 de Setembro de 2026
PRIMEIRA VENDA

Repelente contra mosquitos produzido em Goiás chega ao Amazonas

Primeira comercialização fora de Goiás marca nova etapa do produto, que passou por desenvolvimento tecnológico e testes de eficácia

Luanna Marques
Por - Goiânia, GO
Publicado em:
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Um repelente de uso corporal desenvolvido em Goiás pela Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego), em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), começou a ser comercializado para outros estados. A primeira venda oficial ocorreu em agosto, para a Prefeitura de Parintins, no Amazonas, que adquiriu 188 unidades ao custo de R$ 11,90 cada. O produto é indicado para proteger contra picadas de mosquitos, incluindo o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Testes realizados durante o desenvolvimento também apontaram eficácia contra mosquitos como Anopheles e Culex quinquefasciatus, além de carrapatos. Laudos laboratoriais indicam proteção de, no mínimo, seis horas após a aplicação.

O repelente é comercializado em spray, em frasco de 100 mL, e contém DEET a 8,5% associado à tecnologia Propfilm LP®, que forma uma película sobre a pele e ajuda na fixação do princípio ativo. A fórmula também possui aloe vera e glicerina, além de toque seco, secagem rápida e fragrância herbal suave.

Segundo a Iquego, o produto apresenta baixa toxicidade e pode ser utilizado por adultos e crianças a partir de 2 anos, conforme as orientações do fabricante. A indústria afirma que o repelente possui as certificações necessárias para comercialização.

Repelente produzido em Goiás chega ao Amazonas (Foto: Divulgação)

Antes de chegar ao mercado, o produto passou por etapas de desenvolvimento tecnológico, testes e produção de lotes-piloto. A formulação foi desenvolvida em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e passou a integrar o portfólio da Iquego durante o processo de retomada da estrutura produtiva da empresa.

A venda para Parintins foi a primeira comercialização oficial do repelente pela Iquego. Segundo a indústria, ela tem capacidade para atender municípios interessados e avalia que a demanda deve aumentar com a chegada do período chuvoso, quando as condições para reprodução dos mosquitos se tornam mais favoráveis.

A Iquego não vende o produto diretamente ao consumidor. Municípios interessados podem entrar em contato com o setor comercial da indústria para realizar a compra. Segundo a empresa, por se tratar de um laboratório público, os municípios podem adquirir o produto por meio de compra direta, o que agiliza o atendimento.

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