Comércio de vapes e sachês de nicotina movimenta R$ 359 milhões por ano em Goiás, aponta estudo
Levantamento aponta 1,19 milhão de adultos que usaram vapes ou sachês de nicotina em Goiás nos últimos seis meses
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O mercado de cigarros eletrônicos e sachês de nicotina movimenta cerca de R$ 359,2 milhões por ano em Goiás, segundo levantamento da Escola de Segurança Multidimensional da Universidade de São Paulo (Esem-USP) em parceria com o Instituto Ipsos. Segundo a pesquisa, essa movimentação ocorre em um mercado que permanece proibido ou sem regulamentação no Brasil.
Em todo o Centro-Oeste, o mercado é estimado em R$ 830,25 milhões por ano. Já no Brasil, os cigarros eletrônicos representam R$ 7,05 bilhões, enquanto os bastões de nicotina respondem por R$ 646,41 milhões e os sachês de nicotina por R$ 118,44 milhões.
O estudo estima que Goiás poderia arrecadar R$ 625,9 milhões por ano em impostos caso esses produtos fossem regulamentados e passassem a pagar tributos. O valor é uma projeção para um possível cenário de regulamentação e não representa uma quantia que o Estado deixou de receber oficialmente. No Brasil, o potencial de arrecadação estimado é de R$ 13,69 bilhões por ano.
Conforme a pesquisa, 1,19 milhão de adultos em Goiás usaram cigarros eletrônicos ou sachês de nicotina nos seis meses anteriores ao levantamento, realizado entre agosto e setembro de 2025. Desse total, cerca de 389,6 mil foram considerados consumidores frequentes e 801,6 mil tiveram uso ocasional.
População compraria vapes, mesmo sendo ilegal
Os cigarros eletrônicos continuam proibidos no Brasil, enquanto os sachês de nicotina ainda não têm regulamentação específica. Mesmo assim, parte da população desconhece essas regras, já que 27% dos entrevistados acreditam que os vapes são permitidos no país. A pesquisa também indica que 12% dos brasileiros teriam disposição para comprar cigarros eletrônicos ilegalmente, percentual que chega a 16% no Centro-Oeste. Os números sobre Goiás são estimativas, e não uma contagem oficial de usuários no Estado.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Ipsos entre agosto e setembro de 2025, com 3 mil adultos de todas as regiões e classes sociais do país. A margem de erro informada é de 1,8% para o conjunto da população brasileira.
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