‘Dedicação ao esporte a qualquer custo’: goiana quer inspirar outras pessoas com deficiência com o parabadminton
No horizonte, inclusive, está o sonho de disputar uma Paraolimpíada e ser uma inspiração para outras pessoas com deficiência
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Estudante do Colégio Estadual da Polícia Militar José Ribamar de Souza Cirqueira, em Goiânia, Isabella Pereira Santos, de 15 anos, é atleta do parabadminton. Ela foi um dos cinco atletas goianos convocados para o Camping Escolar Paralímpico em São Paulo, entre 26 e 31 de janeiro, e fez parte dos 165 brasileiros que participaram do evento. Com má-formação congênita na mão/punho esquerdo desde a nascença, ela diz que irá se dedicar ao esporte “a qualquer custo” e seguir a carreira esportiva, além de inspirar outras pessoas com deficiência.
Sobre a experiência no Camping, em São Paulo, ela disse que ser convocada foi uma experiência incrível. Além dela, o Estado também enviou Gabrielly Vitória (natação), Victor Hugo Rabello (vôlei sentado), além de Emilly Victória (vôlei sentado) e Stephanny Cristine (vôlei sentado).
“Eu comecei a praticar o badminton através da natação. O meu professor de badminton também dava aula de natação, aí ele me chamou para fazer uma aula experimental do parabadminton e eu simplesmente me apaixonei por esse esporte.” As aulas acontecem no Centro de Excelência do Esporte, em Goiânia, e Isabella começou a treinar em agosto de 2024. Ela diz que se identificou com a modalidade mais do que qualquer outra. Além disso, sempre teve o incentivo da família para as práticas esportivas.
O esporte é jogado em quadra, com raquetes e uma peteca. Ele é disputado em melhor de três games de 21 pontos. Para fazer o ponto, é necessário que a peteca toque o chão da quadra do adversário ou que ele cometa um erro, como jogá-la para fora. “Quando eu comecei, a maior dificuldade que tive foi aprender e me adaptar ao esporte, devido à minha deficiência. Mas nada que muito esforço e treino não me fizesse superar.”
No horizonte, inclusive, está o sonho de disputar uma Paraolimpíada e ser uma inspiração para outras pessoas com deficiência. Quando não está treinando, ela gosta de desenhar.
Marcos Dias de Santana é professor de parabadminton, paranatação e futebol PC. Também fundador da Associação Paralímpica do Estado de Goiás (Aspaego), ele classifica Isabella como uma aluna dedicada e promissora. “Aprende rápido e faz todos os treinos e exercícios de questionar.” Ele vê futuro na atleta, mas reforça que ela ainda está em formação e tem muito a melhorar. “Mas a dedicação dela é diferenciada.”
