Administrativos da Educação de Goiânia rejeitam proposta e mantêm greve
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), 85,1% da categoria rejeitou a proposta e outros 14,9% foram favoráveis
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Os administrativos da Rede Municipal de Educação de Goiânia decidiram rejeitar a proposta da prefeitura de Goiânia e manter a greve iniciada em 17 de agosto. A assembleia aconteceu nesta segunda-feira (24).
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), 85,1% da categoria rejeitou a proposta e outros 14,9% foram favoráveis. Presidente da entidade, Ludmylla Morais enfatizou a necessidade de reconhecimento da classe.
“Não estamos falando apenas de uma tabela salarial, mas do reconhecimento de trabalhadores que são fundamentais para o funcionamento da Educação. Hoje, temos administrativos que recebem menos que um salário mínimo e profissionais que trabalham lado a lado, na mesma unidade, mas recebem salários diferentes. A categoria merece valorização de verdade e que avance ainda nesta gestão. É por isso que seguimos mobilizados e na luta.”
Ela enumerou a proposta rejeitada:
- Parcelamento da atualização da tabela em cinco vezes;
- Enquadramento funcional facultativo, mediante solicitação de cada trabalhador/a;
- Pagamento da data-base em janeiro, conforme determina a Lei nº 9.850/2026;
- Pagamento do auxílio-locomoção referente ao mês de julho;
- Pagamento do bônus em dezembro (não descontando o período da greve);
- Abono dos dias parados durante a greve.
Ela esclarece que as pautas incluem a valorização dos trabalhadores, com implementação ainda dentro do atual mandato. A principal reivindicação é a construção de um novo plano de carreira e atualização da tabela salarial para os servidores administrativos da Educação. Ludmylla afirma que o calendário de mobilização seguirá nesta semana e as atividades serão divulgadas.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) lamentou a rejeição da proposta apresentada à categoria, construída após sucessivas rodadas de negociação e audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Goiás. Segundo a SME, “a proposta submetida à assembleia contemplou avanços importantes”. Ainda conforme a pasta, a continuidade da paralisação impacta diretamente o funcionamento das unidades educacionais e, principalmente, as crianças, estudantes e famílias que dependem diariamente dos serviços prestados pelas escolas e CMEIs, inclusive da alimentação escolar e do atendimento às crianças.
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Justiça determina manutenção de 70% dos servidores
A Justiça determinou que o Sintego mantenha pelo menos 70% dos servidores administrativos em atividade em cada escola ou unidade da Rede Municipal de Ensino de Goiânia durante a paralisação.
A decisão foi proferida pela 1ª Seção Cível após pedido da Procuradoria-Geral do Município (PGM). O percentual deverá ser cumprido individualmente em cada unidade. Ou seja, não será suficiente atingir 70% considerando o total de servidores administrativos de toda a rede.
A presença dos profissionais poderá ser verificada por registros de frequência funcional, como o controle de ponto, além de outros meios de prova. Em caso de descumprimento, o Sintego poderá ser multado em R$ 5 mil por dia, inicialmente até o limite de R$ 100 mil. A Justiça também poderá rever o valor da multa e adotar outras medidas para garantir o cumprimento da determinação.
A Prefeitura argumenta que os servidores administrativos desempenham atividades necessárias ao funcionamento das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), incluindo atendimento, organização, segurança, higiene e alimentação escolar. A rede municipal atende cerca de 120 mil alunos.
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Nota da prefeitura de Goiânia:
“A Secretaria Municipal de Educação de Goiânia (SME) informa que foi oficialmente comunicada, nesta segunda-feira (24/8), sobre a decisão dos servidores administrativos da Educação de manter o movimento grevista.
A Prefeitura de Goiânia lamenta a rejeição da proposta apresentada à categoria, construída após sucessivas rodadas de negociação e audiência de conciliação no Tribunal de Justiça de Goiás. Desde o início das tratativas, o Município tem mantido o diálogo e buscado alternativas que permitam avançar na valorização dos servidores administrativos, respeitando os limites legais e fiscais aos quais a administração pública está submetida.
A proposta submetida à assembleia contemplou avanços importantes, entre eles a alteração da data-base para janeiro, recomposição salarial conforme as tabelas apresentadas para o período de 2026 a 2030, pagamento do auxílio-locomoção referente a julho, preservação integral da gratificação de final de ano aos participantes do movimento, abono dos dias de paralisação e possibilidade de adesão facultativa ao novo enquadramento funcional.
A SME reforça que a continuidade da paralisação impacta diretamente o funcionamento das unidades educacionais e, principalmente, as crianças, estudantes e famílias que dependem diariamente dos serviços prestados pelas escolas e CMEIs, inclusive da alimentação escolar e do atendimento às crianças.
A Secretaria esclarece ainda que permanece vigente a decisão judicial que determina a manutenção de 70% dos servidores administrativos em atividade nas unidades educacionais durante o período de greve. A Prefeitura adotará todas as medidas necessárias para assegurar o cumprimento da determinação judicial e a continuidade dos serviços essenciais prestados à população.
A Prefeitura de Goiânia permanece aberta ao diálogo responsável, dentro das possibilidades legais e financeiras do Município, ao mesmo tempo em que seguirá trabalhando para preservar o atendimento aos estudantes e às famílias da Rede Municipal de Educação.“
Secretaria Municipal de Educação