Sabatina Mais Goiás: Vanderlan comenta escala 6×1, desejo de presidir o Senado e nuances do PSD
Senador afirma ter credenciais para presidir a Casa, se for eleito
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Senador e candidato à reeleição, Vanderlan Cardoso (PSD) participou, nesta terça-feira (22), da Sabatina Mais Goiás. Entre os temas, ele comentou sobre o desejo de presidir o Senado, mas também sobre o fim da escala 6×1, uma de suas defesas, além do seu afastamento do grupo de Wilder Morais (PL), que ajudou a eleger em 2022.
Durante sua fala, Vanderlan lembrou que já esteve à frente de comissões importantes, como a de Assuntos Econômicos e a de Ciência, Tecnologia e Inovação, e é vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante. “Então, não está faltando praticamente nada para almejar a presidência”, declarou.
Segundo ele, como presidente do Senado, quer ficar na história como aquele que destravou as pautas, inclusive os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na ocasião, ele também defendeu o fim da escala 6×1 e lembrou ter votado desta forma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Segundo o senador, falta mão de obra, pois a visão de emprego mudou. “Muitas pessoas saíram do chão de fábrica, do comércio, para trabalhar por conta própria. Então, o emprego precisa ser mais atrativo.”
O congressista lembra que há cerca de cinco anos suas empresas já adotaram a escala 5×2. A medida, ele garante, tornou os trabalhos mais atrativos e reduziu as saídas. “Tenho quase três mil funcionários e os consultei sobre isso. Se não tiver algo a mais para o trabalhador, ele sai. E a escala [5×2] ajuda o trabalhador a ter mais tempo com a família”, disse.
Apesar disso, Vanderlan afirmou que o governo federal deverá auxiliar as empresas que tiverem mais dificuldade em se adaptar. Sobretudo as menores.
PSD
Questionado sobre as nuances do PSD, que é um partido de centro com candidatura própria ao Planalto, mas com liberdade para definir apoios nos Estados, Vanderlan disse ser uma situação normal. Em sua fala, ele citou que a legenda tem Ronaldo Caiado (PSD) como candidato à presidência, mas em Estados como Rio de Janeiro e Bahia, a sigla está com o presidente Lula (PT).
“Isso tudo foi conversado antes. Quando houve a eleição do presidente atual, o PSD participou da eleição em alguns estados. […] Enquanto houver esse sistema, sempre veremos isso”, disse e reforçou que seu candidato é Caiado.

Afastamento
Em outro momento, ele também comentou sobre a montagem da chapa de Wilder Morais ao Senado em 2022 e o afastamento daquele grupo. À época, o candidato do PL teve Izaura Cardoso, esposa de Vanderlan, como primeira suplente.
“O que aconteceu pós-2022, de uma forma até traumática para mim, foi que a maioria desse pessoal veio em cima de mim em uma desconstrução de lá para cá. Eu servi para montar aquela chapa e tive coragem para montar”, relembra o senador sobre a chapa de Major Vitor Hugo ao governo e Wilder Morais ao Senado pelo PL.
Ele esclarece que, naquele momento, Izaura foi suplente, pois foi preciso montar uma chapa pura. “A princípio seria com o PSD. Vilmar [Rocha], que era presidente, achou por bem não fazer essa parceria.” Naquele ano, o PSD se aliou ao então governador Ronaldo Caiado (União Brasil, à época).
“E foi um pedido do senador Wilder para que ela fosse suplente, pois ajudava muito por ter voto dentro do setor”, emendou. “Então, hoje é muito claro: peço voto para o [governador] Daniel Vilela (MDB), estou trabalhando para ganhar no primeiro turno; para o ex-governador Ronaldo Caiado, para presidência da República; e por que a minha esposa não está na campanha de Daniel? Soaria muito falso para ela, por ser suplente do senador Wilder. E ficaria muito desconcertante também. Mas ela está na minha campanha, me ajudando muito.”
Assista na íntegra:
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Cronograma das Sabatinas
As entrevistas serão realizadas em dois horários diários, às 10h e às 15h:
- 22 de setembro (terça-feira): Cíntia Dias (10h) e Vanderlan Cardoso (15h)
- 23 de setembro (quarta-feira): Zacharias Calil (10h) e Gracinha Caiado (15h)
- 24 de setembro (quinta-feira): Gustavo Gayer (10h) e Gustavo Mendanha (15h)
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