Defesa de homem que matou namorada enquanto era filmado pede que júri se limite aos autos
Ielly Gabriele Alves foi atingida por um disparo de arma de fogo em novembro de 2023. Na ocasião, a vítima filmava uma conversa com o namorado quando foi baleada por ele
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O júri popular de Diego Fonseca Borges, acusado de matar a namorada Ielly Gabriele Alves, de 23 anos, enquanto era filmado por ela, começou às 9h30 desta quinta-feira (27), no Fórum de Jataí. Em nota, a defesa afirmou que espera que os jurados decidam exclusivamente com base nas provas e informações que constam nos autos. Segundo Mirelle Gonsalez, advogada do réu, o julgamento deve se estender até a madrugada desta sexta-feira (28). Participam da sessão sete jurados, quatro representantes da acusação, sendo dois promotores e dois assistentes de acusação, além de quatro advogados de defesa.
Diego foi filmado atirando contra a namorada em novembro de 2023. Após o disparo, ele levou Ielly, ainda com vida, ao hospital e afirmou inicialmente à polícia que dois homens em uma motocicleta haviam atirado contra o casal. A versão foi desmentida pelo vídeo gravado pela própria vítima, que registrou o momento do disparo.
Em dezembro de 2025, o julgamento do réu foi interrompido depois que os advogados de Diego deixaram o plenário. Na ocasião, a defesa pediu a dissolução do Conselho de Sentença, alegando que manifestações da plateia, incluindo aplausos ao promotor de Justiça, poderiam comprometer a imparcialidade dos jurados.
Para a nova sessão, os advogados voltaram a pedir que os jurados considerem apenas o conteúdo do processo. Os trabalhos não serão interrompidos durante a noite, e a decisão deve ser anunciada assim que o julgamento terminar.
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Na denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), o relacionamento entre Diego e Ielly é descrito como marcado por ciúmes, ameaças e desentendimentos. Conforme o órgão, Diego teria agredido a jovem diversas vezes e adquirido uma arma de fogo para intimidá-la. A acusação também afirma que Ielly havia decidido terminar o relacionamento.
Ainda segundo a denúncia, no dia do crime, Diego levou Ielly para um local ermo após os dois saírem de um rancho. Ao perceber que ele estava com uma arma, a jovem começou a gravá-lo. Na sequência, ocorreu o disparo que a atingiu.
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Após o tiro, Diego levou Ielly ao hospital. Segundo o MPGO, ele teria informado inicialmente que a jovem havia sido baleada durante uma tentativa de assalto. A versão, porém, foi contrariada pelas provas reunidas durante a investigação.
A defesa sustenta que o disparo foi acidental e afirma que Diego prestou socorro à namorada. Os advogados também pediram que, caso o vídeo do crime seja divulgado, seja utilizado o áudio original, que, segundo eles, é importante para a compreensão do que ocorreu.
Nota divulgada pela defesa de Diego Fonseca Borges
“Nota à Imprensa
A defesa de Diego Fonseca Borges vê com tranquilidade a aproximação do julgamento pelo Tribunal do Júri.
Esperamos que os jurados possam julgar com base exclusivamente nos autos do processo.
A defesa esclarece que *o vídeo em circulação possui áudio extremamente importante para a compreensão do real havido. Nada obstante, lamentavelmente, a versão tem circulado é desprovida de som.
É relevante ainda destacar que foi o próprio acusado quem prestou socorro à vítima, que chegou no hospital com vida.*
Mirelle Gonsalez Maciel
Rodrigo Lustosa Victor”