Gato mascote do Feirão Hocus Pocus morre atropelado e comove clientes em Goiânia
“Era a alma da loja”, diz proprietário sobre gato mascote do Feirão
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Uma das esquinas mais conhecidas de Goiânia completou uma semana de luto após a morte de Chuchu, gato que se tornou mascote do Feirão Hocus Pocus, no Centro da capital. O animal morreu atropelado na tarde de 31 de julho, nas proximidades da entrada do estabelecimento, localizado na esquina das avenidas Araguaia e Paranaíba. A morte deixou clientes e frequentadores de luto.
Nas redes sociais, o anúncio da morte do animal, divulgado no perfil do Feirão, rendeu dezenas de comentários lamentando a perda. “Caramba, acabou com meu dia. Tenho dias que eu passava lá somente para ver ele…”, comentou um usuário. “Lamentável, vai fazer falta ver ele descansando na loja, em cima dos livros”, disse outro. “Sinto muito… Há uns dias estive aí e ele estava tão lindo!”, escreveu uma mulher.
Macho, sem raça definida, Chuchu foi resgatado ainda filhote durante a pandemia de Covid-19. Ele vivia nas ruas do Setor Santa Genoveva e fazia parte de um grupo de gatos que era alimentado pelo proprietário do Feirão, Paulo César de Oliveira, de 61 anos.
Segundo Paulo, Chuchu foi encontrado ainda pequeno pela gata que ele chamava de Guerreira. O empresário passou a alimentá-lo e, posteriormente, levou o filhote para um espaço onde pudesse ficar protegido. Posteriormente, quando o Feirão passou a funcionar diariamente, o gato foi levado para o estabelecimento.

Com o passar do tempo, Chuchu deixou de ser apenas um animal que vivia no local e se tornou parte da rotina do Feirão. Ele circulava entre livros, discos, antiguidades e colecionáveis, além de se aproximar dos clientes em busca de carinho. “Você tava mexendo aqui assim nos discos, ele pulava ali e ficava, enquanto a pessoa não passava o a mão nele, eu não sossegava.”
O gato também costumava subir no colo das pessoas e permanecer próximo enquanto elas conversavam ou escolhiam algum item. “Ele era a alma aqui da loja”, afirmou.
O nome Chuchu foi escolhido em homenagem ao personagem de mesmo nome do desenho animado Turma do Manda-Chuva, produção da Hanna-Barbera que fez sucesso no Brasil principalmente nas décadas de 1970 e 1980.
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O proprietário conta que o animal passou a maior parte do tempo dentro do estabelecimento e que, apesar de eventualmente explorar a calçada, era acostumado a evitar o asfalto. Paulo chegou a utilizar sons e um esguicho de água para fazê-lo retornar quando se aproximava demais do meio-fio.
Atropelamento
Na tarde de 31 de julho, porém, Chuchu acabou sendo atropelado. Segundo Paulo, o gato estava próximo ao meio-fio, em frente a uma lanchonete, quando teria se assustado com alguma coisa e avançado alguns centímetros em direção ao asfalto.
O atropelamento ocorreu a cerca de 40 centímetros do meio-fio. Paulo estava atendendo no estabelecimento quando uma cliente que havia acabado de fazer uma compra voltou para avisar que havia um gato atropelado nas proximidades e perguntou se poderia ser Chuchu.
Ao verificar o local, o proprietário reconheceu o animal. Ele contou que uma das partes mais difíceis foi precisar recolher o gato e providenciar um lugar para ele.
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