Secretário denunciado por exigir beijo de estagiária é afastado em Guapó
A jovem, de 20 anos e estudante de Direito, relatou à Polícia Civil que teria sido alvo de investidas do secretário durante cerca de dois meses
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O secretário de Defesa Social de Guapó, Hylario de Carvalho Mota, foi afastado do cargo após ser denunciado por uma estagiária da prefeitura por suposto assédio sexual. A jovem, de 20 anos e estudante de Direito, relatou à Polícia Civil que teria sido alvo de investidas do secretário durante cerca de dois meses.
Segundo o relato apresentado à polícia, a situação teria chegado ao limite no fim de julho. A estagiária afirma que foi imobilizada pelo secretário dentro da sala dele, sob o pretexto de que ele demonstraria um golpe de defesa pessoal conhecido como “mata-leão”. Ainda conforme a denúncia, ele teria puxado a jovem contra o próprio corpo e exigido um beijo.
Após a denúncia, a Justiça determinou medidas cautelares contra Hylario. Entre as restrições impostas estão a proibição de manter contato ou se aproximar da denunciante, de familiares dela e de testemunhas do caso, conforme revelado pela TV Anhanguera.
A Polícia Civil de Goiás informou que os fatos foram comunicados à Delegacia de Guapó e que a investigação está em andamento sob sigilo.
Procedimento administrativo
A Prefeitura de Guapó informou, em nota publicada na segunda-feira (17), que determinou a imediata instauração de procedimento administrativo para apurar os relatos envolvendo o secretário.
Segundo a administração, a apuração deverá incluir a coleta de depoimentos e a preservação de provas, além de garantir o contraditório e a ampla defesa. Por envolver a intimidade das pessoas envolvidas, o procedimento administrativo também tramita sob sigilo.
A prefeitura afirmou ainda que mantém compromisso com o combate a qualquer forma de assédio, violência ou discriminação no serviço público e que permanece à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.
A defesa de Hylario de Carvalho Mota afirmou que os fatos ainda estão em fase de investigação e que, por o procedimento tramitar sob sigilo, não irá comentar detalhes ou elementos da apuração.
Em nota, os advogados também pediram “cautela, responsabilidade e ponderação” na divulgação de informações sobre o caso, destacando a necessidade de evitar conclusões antecipadas ou julgamentos prévios.
