Toffoli suspende campanha de Renan Santos ao Planalto; candidato alega censura
Julgamento do registro de candidatura já havia sido adiado
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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli suspendeu a campanha eleitoral de Renan Santos (Missão) ao Planalto em decisão na noite de domingo (30). A informação foi divulgada pela CNN Brasil nesta tarde de segunda-feira (31).
A suspensão inclui a propaganda eleitoral da chapa em ambiente digital, além dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. Toffoli já havia adiado o julgamento do registro da candidatura no sábado (29) após verificar irregularidades na comunicação à Justiça Eleitoral dos perfis utilizados pela campanha nas redes sociais.
O despacho de sábado apontou que Renan e Aroldo Medina, seu vice, indicaram 18 perfis em redes sociais como complemento às informações do registro de candidatura em 19 de agosto. Trata-se de uma complementação ao que foi registrado em 7 de agosto.
“Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina, informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes, (…) determino a retirada do feito da pauta de julgamento”, disse Toffoli em despacho.
Conforme a legislação, perfis preexistentes não informados no registro só podem ser usados em propaganda eleitoral 48 horas após a comunicação à Corte Eleitoral.
A decisão divulgada nesta segunda-feira, contudo, é cautelar e não indefere a candidatura de Renan. Caberá ao partido informar em 24 horas desde quando cada perfil tem sido usado e acerca de outras contas vinculadas. Nas redes sociais, o candidato publicou uma foto com a legenda “censurado”.
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