Restaurante de Goiânia cria ‘pratos mounjaros’ para atrair público que usa caneta emagrecedora
Os números indicam que a aposta encontrou público. Somadas, as unidades do Flamboyant e Goiânia Shopping registraram quase 2 mil pedidos por mês dos pratos da nova categoria
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A mudança no apetite de parte dos goianos já chegou à mesa dos restaurantes. Em meio à popularização das chamadas canetas emagrecedoras, o restaurante Caseratto criou uma seção do cardápio batizada de “pratos mounjaros”, pensada para clientes que querem refeições menores, com os acompanhamentos tradicionais, como arroz e feijão, mas com maior concentração de proteínas.
A ideia nasceu, segundo um dos proprietários do restaurante, Rafael Dâmaso Mendonça, da própria percepção sobre o comportamento dos clientes. O Caseratto, conhecido por servir pratos fartos, começou a ouvir pedidos por porções menores — tanto para evitar desperdício quanto para reduzir o preço da refeição. Os “pratos mounjaros” custam, em média, R$ 27,90.
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“A ideia surgiu por conta dessa situação atual que estamos vivendo: todo mundo na caneta, tomando remédio emagrecedor”, afirma Rafael. Segundo ele, os clientes passaram a perguntar se seria possível reduzir o tamanho dos pratos. A resposta veio na forma de uma nova categoria do cardápio.

Os pratos são menores e priorizam fontes de proteína, como carne vermelha, frango e ovo. A proposta, explica Rafael, é oferecer uma refeição mais leve sem transformar o cliente em espectador da mesa dos outros.
“Fizemos pensando nessas pessoas. Fica mais acessível e servimos também mais proteína, com pedaço de carne branca ou vermelha e ovo. Está dando super certo”, conta.
E os números indicam que a aposta encontrou público. Somadas, as unidades do Flamboyant e Goiânia Shopping registram quase 2 mil pedidos por mês dos pratos da nova categoria.
O proprietário diz que outro aspecto chamou sua atenção durante conversas com profissionais da área de nutrição: a busca não necessariamente é por comer menos calorias, mas por receber uma quantidade menor de comida no prato.
“As pessoas querem comer a mesma quantidade de calorias, só que em menor quantidade”, afirma.
Na prática, isso significa que o restaurante tenta preservar a estrutura de uma refeição completa, mas reduzindo o volume e dando mais espaço à proteína. A estratégia também acabou atraindo consumidores que antes não faziam parte do público habitual do restaurante.
“Os clientes estão buscando mais proteína, que no caso é o ovo e a carne e frango. E esses pratos estão trazendo outros tipos de clientes para a gente”, diz Rafael.
O Caseratto tem sete unidades, distribuídas entre Goiás, Tocantins e Distrito Federal, e completa dez anos de história. A primeira unidade foi aberta no Setor Marista, em Goiânia, com a proposta de unir a experiência de um restaurante à atmosfera de bar.
A nova categoria, porém, representa uma mudança curiosa na lógica de um estabelecimento cuja identidade sempre esteve associada à fartura. Agora, a equação parece ser outra: menos comida no prato, mais atenção ao que está dentro dele.