O que são os ‘agentes de IA’ e como eles vão operar dentro do governo de Goiás
Em outra frente, o governo quer criar um Distrito de IA em Goiânia para atrair empresas de tecnologia, com investimento de R$ 300 milhões
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O Governo de Goiás criou uma nova estrutura dentro da Secretaria de Estado da Administração (Sead) que terá entre suas atribuições o desenvolvimento de agentes de inteligência artificial, a automação de operações e o uso de tecnologia para melhorar serviços e, futuramente, até os canais de atendimento ao público.
A mudança foi oficializada por decreto publicado no Diário Oficial do Estado. A nova Gerência de Inteligência Analítica e Governança de Dados terá funções que vão além de organizar e administrar bancos de dados. Entre as competências previstas estão o desenvolvimento e a implementação de soluções de ciência de dados, inteligência artificial, aprendizado de máquina e automação inteligente.
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Conforme o diário oficial, a gerência também poderá desenvolver análises estatísticas para apoiar a formulação e a execução de políticas públicas. Outra atribuição chama atenção: a implantação de agentes baseados em inteligência artificial para aumentar a eficiência das operações e melhorar os canais de atendimento da própria Sead.
O texto também prevê o uso de inteligência artificial para aperfeiçoar processos e serviços da secretaria. Não fica definido, porém, quais serão os primeiros serviços a receber essas ferramentas.
O Governo também foi o primeiro Estado do país a criar o marco regulatório estadual de inteligência artificial. Além disso, prometeu investir o total de R$ 300 milhões para erguer um Distrito de IA e Inovação, com objetivo de atrair empresas de tecnologia, e que deve ser instalado no Setor Leste Universitário, em Goiânia. Ele receberá a sede do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA) da Universidade Federal de Goiás (UFG). O governo deve injetar R$ 78 milhões no centro da UFG.
Dados do Estado
A nova estrutura terá ainda a responsabilidade de integrar informações institucionais ao chamado Big Data Estadual, além de organizar ambientes destinados à análise de dados e consolidar informações de diferentes fontes.
A ideia é transformar os dados produzidos pela administração em ferramentas para orientar decisões. Para isso, estão previstas a criação de painéis de indicadores e soluções de inteligência de negócios destinadas a gestores do governo.
É uma mudança administrativa que, no papel, coloca a inteligência artificial mais perto da rotina da secretaria — não apenas como ferramenta experimental, mas como parte da estrutura responsável por processos, dados e atendimento.
O decreto, entretanto, não informa quando os primeiros agentes de IA começarão a funcionar, quais serviços serão priorizados nem se o governo pretende contratar empresas externas para desenvolver ou fornecer as tecnologias.